O que não faríamos pelo bem do nosso bichinho de estimação? Ou até mesmo por um cachorro em apuros? O vídeo abaixo, gravado na cidade de Blumenau, mostra o resgate impressionante de um cão preso dentro de uma tubulação de drenagem pluvial.
O animal, apelidado carinhosamente de “Tubo”, permaneceu preso e imóvel no local por dias a fio com outro cachorro que, infelizmente, não sobreviveu. Foi necessário retirar o corpo do cão falecido para que o vivo pudesse sair com segurança.
Confira o vídeo e, logo abaixo, o resumo do que aconteceu, escrito por
Andrey Juttel, o homem que fez a filmagem e ajudou no resgate.
“O cachorro estava preso dentro de um tubo de drenagem pluvial na Rua Heirich Goldacker (Transversal da Rua Jequié) desde segunda feira e os bombeiros estiveram no local na quarta-feira para que fosse feita uma avaliação se eles poderiam resgatar o animal e negativaram, pois disseram que por estar dentro da tubulação, quem deveria resolver o problema era a prefeitura (informação do morador de que chamou os bombeiros).
A APRABLU (de onde sou voluntário) me comunicou a ocorrência na quinta feira, durante o meu horário de almoço. Assim que fui notificado, fui ao local para verificar a veracidade do fato e então tomar as medidas cabíveis para providenciar o resgate do animal.
Depois de verificada a veracidade do problema, fui ao “rancho” da prefeitura localizado na Rua São Paulo solicitar ajuda através de uma retroescavadeira, visto que foi tentado escavar com pá e não daria para agir rapidamente na retirada do animal. Pedi autorização para o engenheiro responsável pela área, que prontamente cedeu o maquinário e o pessoal para executar o resgate.
Tem algumas pessoas nas redes sociais postando e reclamando que o enquadramento às vezes é falho no vídeo, que eu falo muito, dou muita ordem, etc. Para os que só sabem criticar, eu digo: tente manter o enquadramento enquanto entra na vala para tentar ajudar a tirar os entulhos pra ver se consegue. Estou falando, pois neste caso, quanto menor o número de pessoas dentro da vala, melhor, sendo que um atrapalharia o outro. A exceção ocorreu quando apareceu a cabeça do que estava morto e, depois, quando descobrimos que havia mais um animal dentro dos tubos e vivo.
Daí, entrei na vala para ajuda o Sr. Ademir, que era quem estava quebrando os tubos. Como ele estava com receio da reação do cachorro, fiquei junto para mostrar que não tinha perigo, eu empurro e às vezes seguro a cabeça do cachorro para que Ademir possa alargar o buraco para Tubo poder sair. Consegui colocar uma guia no cachorro para ajudar a puxá-lo. Foi neste momento quando não consegui filmar a saída dele decentemente.
Uma vez resgatado, o cachorro foi encaminhado a uma clínica veterinária para tratamento (pois ficou três dias preso dentro da tubulação, necessitando de hidratação, comida e remédios). Foi apelidado/nomeado de “TUBO”. Foi um trabalho de equipe para que o cachorro pudesse ser salvo, onde todos deram a sua contribuição, desde o morador quem telefonou para avisar da presença do animal para alguém da ONG (até ali se pensava que era somente um), ao engenheiro responsável pela manutenção da área, do fiscal encarregado do “rancho” da Prefeitura, ao operador da retroescavadeira, de todos os serventes e pedreiros da URB que ali estiveram (principalmente ao seu Ademir que foi quem pegou mais no pesado com a marreta e ponteira).
O trabalho do pessoal não terminou quando eu levei o cachorro para a clínica veterinária, pois teve ainda que ser repostos tubos novos no lugar dos quebrados e reaterrada a vala para dar trafegabilidade na rua. Até hoje é imensurável a gratidão que possuo por estas pessoas que ajudaram no resgate do cachorro.”